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Situação do emprego requer respostas eficazes
19 Mai 2021
Situação do emprego requer respostas eficazes
Situação do emprego requer respostas eficazes

O emprego voltou a cair no 1º trimestre do ano. Há hoje menos 49 mil trabalhadores empregados do que no 4º trimestre do ano passado (-1%) e menos 62,6 milhares face ao mesmo trimestre de 2020 (-1,3%), de acordo com o Inquérito ao Emprego do INE.

Mas se se comparar a evolução do emprego desde que surgiu a epidemia da Covid 19 em Portugal com o ano
imediatamente anterior, a destruição de postos de trabalho atinge quase 110 milhares (-2,3%), mostrando como têm sido insuficientes e desadequadas muitas das medidas tomadas pelo Governo como resposta à crise sanitária, quer no plano laboral, quer no plano económico e social.

O desemprego real atingiu 602 mil trabalhadores no 1º trimestre, tendo aumentado 67,5 milhares face ao trimestre homólogo (+12,6%) e 15,5 mil desde o 4º trimestre (+2,6%). Com os trabalhadores a tempo parcial que trabalham menos horas do que desejam, o número de desempregados e subocupados atinge cerca de 750 mil trabalhadores e a taxa de subutilização do trabalho 14,1%, quase o dobro da taxa de desemprego oficial (cada vez mais afastada da realidade do desemprego devido aos critérios restritivos usados na contabilização dos desempregados, levando muitos milhares a serem considerados como inactivos).

Desde o início da epidemia e na falta de medidas que impedissem os despedimentos dos trabalhadores com vínculos precários, a precariedade reforçou o seu peso como principal causa de desemprego, motivando mais de metade das inscrições nos centros de emprego. No 1º trimestre perderam o emprego cerca de 27 mil trabalhadores com vínculos precários em relação ao 4º trimestre mas, recuando ao 1º trimestre de 2020, a perda é superior a 90 mil.

Mais de metade dos desempregados (57%) não tem acesso a qualquer protecção no desemprego devido à
precariedade dos vínculos de trabalho - o que atinge particularmente os trabalhadores mais jovens - e ao esgotamento dos períodos de atribuição das prestações. Os que a elas acedem têm, na maioria das vezes, prestações muito baixas: no 1º trimestre o valor médio das prestações de desemprego foi de 526 euros, abaixo do limiar de pobreza (540 euros).

A situação económica e social do país exige a implementação de medidas de fomento do crescimento económico e de criação de emprego com direitos. É urgente a revitalização do aparelho produtivo, o investimento nos serviços públicos e funções sociais do estado, o combate e erradicação da precariedade, o aumento geral dos salários, o reforço da protecção social. Só por via do cumprimento destas exigências é possível garantir a soberania do país e a saúde, os direitos, o emprego e salários dignos para todos os trabalhadores.


FONTE: CGTP-IN

 
 
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