A estes ataques acresce o aumento do custo de vida, que sofreu, desde o início do ano, significativos agravamentos, nomeadamente na alimentação, energia, habitação, entre outros, intensificados pela escalada com a guerra dos EUA e Israel contra o Irão e a especulação que lhe está associada.
É neste quadro que o Governo insiste em impor o Pacote Laboral, procurando abrir caminho para o aumento da exploração, cumprindo assim os compromissos assumidos com o patronato.
Trata-se de piorar uma lei que já hoje é muito prejudicial para quem trabalha e, deste modo, perpetuar os baixos salários, impor a legalização dos despedimentos sem justa causa, agravar e eternizar a precariedade, desregular e prolongar, ainda mais, os horários de trabalho, atacar os direitos de maternidade e paternidade, destruir a contratação coletiva e os direitos nela consagrados, atacar a liberdade sindical e o direito de greve.
A luta desenvolvida exige a retirada do Pacote Laboral e o abandono, por parte do Governo, da sua intenção de agravar ainda mais uma legislação que contribui para o aumento da exploração, aprofunda as desigualdades e perpetua os atrasos do país.
É preciso uma política de desenvolvimento e progresso, que responda aos problemas dos trabalhadores e do país, pela aplicação dos direitos de Abril que a Constituição consagra.
Avançaremos com toda a determinação, reforçando a unidade na ação a partir dos locais de trabalho, para derrotar o Pacote Laboral, valorizar o trabalho e os trabalhadores e por uma sociedade mais justa.